Resinas Epóxi

Osmose: o que é, como acontece e como tratar? Descubra mais aqui:

Recebemos com frequência dúvidas sobre Osmose, o que é, como ela se forma e como tratar. De fato, a Osmose é uma situação bem séria que ocorre em uma embarcação. Conhecer o problema, a causa e a solução lhe ajudará muito na hora que você fará um reparo em seu barco, lancha ou veleiro. Veja abaixo, o que preparamos para você:

Possivelmente um dos maiores e mais frequentes problemas em barcos construídos em fibra de vidro seja a osmose, ou formação de bolhas.

Osmose é o processo de movimentação da água entre diversos tipos de substâncias concentradas que podem ser dissolvidas. As partículas de água em contato com a camada externa do revestimento da embarcação tentam atravessar essa barreira e conseguem chegar até as primeiras camadas de fibra de vidro do casco.

Isso ocorre porque o revestimento externo de um barco possui um determinado grau de permeabilidade, que após algum tempo de uso, pode perder suas propriedades e deixar passar água. Embora a osmose comece como um problema estético, um casco afetado pela porosidade contínua da camada do revestimento, pode perder até 30% da sua resistência, e com o tempo adquirir mais peso.

Se isso acontecer, veja aqui o que fazer:

Foto: Escariação de uma bolha de Osmose

1 – Raspe todo o casco com uma espátula. Recomenda-se iniciar o trabalho logo após retirar o barco da água, por que tudo que estiver preso no casco vai ser removido mais facilmente. Deixe o barco secar por uns dois dias.

2 – Remova toda a superfície da tinta de fundo que estiver sobre as bolhas para facilitar sua visualização, lixando o local com lixa grana n° 60 para madeira. A remoção do gelcoat contaminado acelerará o processo de secagem do laminado.

3 – Lave o casco com água doce a fim de eliminar resíduos em decomposição (o resíduo tem cheiro de ácido acético). Lixe os buracos com lixa grana n° 60, procurando eliminar arestas e criando uma superfície côncava. Deixe secar por vários dias.

4 – Depois que o casco estiver seco, lixe agora o fundo com uma lixa de mão para remover qualquer possível contaminação que possa ter ficado no laminado durante o tempo que ele esteve secando. Quando não houver mais umidade, aplique a primeira camada da Resina Epoxi Anti-Osmose da cor Verde, da marca Tubolit, usando o rolo para pintura e trincha para melhor penetração do produto no fundo dos buracos.

Foto: Primeirão demão de Resina Antiosmose na cor verde – Tubolit

5 – Após a secagem ao toque (aproximadamente 2 horas) aplique com uma espátula, o Scuna massa de aparelhar sobre os buracos e na região aonde foi removido o gelcoat. Aplique a segunda camada, com a SCUNA Anti-Osmose amarelo, da Tubolit.

6 – O próximo passo, após o intervalo de 2 horas (na temperatura de 25 ° C a 30 ° C) é a aplicação da terceira camada, com o Scuna Anti-Osmose vermelho, da Tubolit.

7 – O último passo é aplicar as tintas primers e o antiincrustante. Portanto, num período máximo de 12 horas depois da última camada do SCUNA Anti-Osmose, aplique a primeira camada do Primer para o sistema Anti-Incrustante, evitando o lixamento do SCUNA Anti-Osmose.

Recomendamos:
• 1x demão de Galverette – Primer Epóxi de Aderência da International Paint
• 1x demão de Intergard 650 Branco – Primer Epóxi Intermediário da International Paint
• 2 a 3x demão do Antiincrustante escolhido.

A linha Scuna Anti-Osmose, é uma Resina epóxi bi-componente de baixa viscosidade sem solvente para impermeabilização de cascos de fibra de vidro no reparo e prevenção de osmose. Para facilitar o contraste entre as camadas o produto é fornecido nas cores:
• Verde -1° demão
• Amarelo – 2° demão
• Vermelho – 3° demão.

Com mais de 35 anos de experiência, a Catarina Náutica, trabalha com a linha de Tratamento de Osmose da TUBOLIT, marca muito conceituada no mercado nacional de Resinas e Massas Epóxi. Somos Distribuidores da Tubolit em SC, além das marcas Sika, International Paint, Tintas Vinci, entre outras do segmento náutico.

Referências:
• Ficha técnica Resina Antiosmose Tubolit
• Site http://www.manualdeconstrucaodebarcos.com.br
• Contribuição no texto: Cristina P. da Veiga e Roberto Deschamps

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